-Grupo de Resgate Ambiental GRA -
TUDO O QUE FIZERDES AO MENOR
Chico
de Aquino
Grupo de Resgate Ambiental – GRA
Projeto
"TUDO O QUE FIZERDES AO MENOR"
DESCRIÇÃO DO ESPETÁCULO TUDO O QUE FIZERDES AO MENOR
“O espetáculo Tudo o que fizerdes ao menor tem como objeto implementar apresentações de teatro, leitura poética, recitações teatrais uníssonas para milhares de adolescentes e jovens e garantir a Justiça restaurativa de eles terem acesso a arte cultura na escola, bem como o incentivo a prática do habito da leitura.
No quesito leitura poética e as recitações teatrais do poema revelaram-se ferramentas eficazes para estimular a reflexão crítica sobre a convivência em meio à diversidade humana. Essa abordagem visou conscientizar os estudantes sobre a importância da harmonia nas escolas e na sociedade, promovendo a cultura da paz e combatendo a violência.
Referente a disponibilidade de um intérprete de Libras durante a apresentação transcende a simples inclusão de estudantes com deficiência auditiva. Ela se configura como uma poderosa ferramenta de conscientização, evidenciando a importância da inclusão para a construção de uma sociedade que valoriza e respeita a diversidade em sua plenitude”.
Por meio do testemunho do artista Chico de Aquino ofereceu aos estudantes uma reflexão profunda sobre os impactos da intolerância e da falta de respeito à diversidade, revelando como esses fatores alimentam um ciclo vicioso de violência. Ao compartilhar sua própria jornada de transformação, ele demonstra a possibilidade de romper esse ciclo, adotando uma postura de convivência pacífica. Essa narrativa inspiradora tem o potencial de motivar mudanças comportamentais nos estudantes, incentivando-os a construir um ambiente escolar e social mais harmonioso e inclusivo”.
POR: Thiago Oliveira Vice- Presidente
poema
objeto do momento de teatro,leitura e declamação do espetaculo.
SAI POR AI, FEITO UM PEDAÇO DE ISOPOR SOLTO A BOIAR EM ALTO MAR, SEM RUMO PARA ONDE VEREDA, NO OCEANO DA VIDA QUE AINDA SE INICIAVA, JÁ TÃO SOFRIDA, DESPROVIDA.
A PARTIR DAQUELE DIA, PELAS RUAS, NA MEIA NOITE DA VIDA, ENVEREDEI FORÇOSO, ENTERNECI-ME NOS AMANHECERES E ANOITECERES, NESSAS QUE ERAM O MEU LAR, ONDE O TETO, O TETO? O TETO ERA O CÉU.
ENTEDIADO SEMPRE FUI, DEBAIXO DO SOL, LUA E ESTRELAS. FUI EDUCADO PELA SOBREVIVÊNCIA EM SILÊNCIO, ANDEI NESSA SEMPRE, COMETI CRIMES, AMEI, ODIEI EM LÁGRIMAS SORRI.
FUI ASSIM DURANTE MUITOS ANOS, APARENTEMENTE A MIM, SEM SAÍDA ANTES DE CONHECER A DEUS E A ARTE. COMO TRAVESSEIRO EU TINHA MEIO FIO.
NAS QUINAS DAS CALÇADAS DELEITEI-ME INEVITAVELMENTE AO DESÂNIMO DO VÍCIO, SEMPRE À BEIRA DA SOMBRA DO PERIGO, O ABISMO ESCORREGADIO COMO LODO ERA MEU DOMICÍLIO.
PRAÇAS, SEUS ACENTOS, PONTES, VIADUTOS, TERMINAIS RODOVIÁRIOS, BRS, CÁRCERES, TORTURAS, FOME, FRAQUEZA, SOLIDÃO, PERSEGUIÇÃO, GUETOS, ESQUINAS E RUELAS SEM SAÍDA.
AONDE EU TINHA DE CERTO COMO MANTA AQUECENDO O CORPO NAS MADRUGADAS GELADAS, O ORVALHO FRIO E SEM DÓ, SEMELHANTE ERAM OS OLHARES DOS MUITOS QUE NOS VIAM E DE NADA FAZIAM. EU FUI UM MENOR ABANDONADO.